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Do anúncio do Airbnb ou da Booking a um guia de hóspede: o que aproveitar e o que acrescentar

publicado a 28 de setembro de 2026

A maioria dos anfitriões de Alojamento Local (AL) sabe que um bom guia para o hóspede poupa mensagens e evita problemas à chegada. E a maioria adia fazê-lo pela mesma razão: parece trabalho a começar do zero. Na verdade, grande parte já está escrita. O anúncio que tem no Airbnb ou na Booking descreve a casa, os equipamentos, as regras e a zona. O que falta é o que o anúncio, por natureza, não pode ter: a informação privada e prática que o hóspede só precisa depois de reservar.

Este artigo explica o que pode aproveitar do anúncio, o que tem de acrescentar e um passo a passo para chegar a um guia útil sem reescrever tudo.

O anúncio e o guia servem para coisas diferentes

O anúncio é público e tem um objetivo: convencer alguém a reservar. Destaca o que a casa tem de melhor, lista comodidades e responde às dúvidas de quem ainda está a comparar opções.

O guia é privado e tem outro objetivo: ajudar quem já reservou a chegar, entrar, usar a casa e sair sem dificuldades. Precisa de informação que nunca deve estar num anúncio público, como códigos de acesso ou a password do wi-fi, e de um tom mais prático: menos "vista deslumbrante", mais "a segunda chave abre o portão do jardim".

As próprias plataformas separam as duas coisas. No Airbnb, por exemplo, a morada completa e o contacto do anfitrião só são partilhados com o hóspede depois de a reserva estar confirmada, e as instruções detalhadas de check-in só ficam visíveis perto da chegada. Ou seja: o anúncio é um bom ponto de partida, mas nunca é o guia completo.

O que pode aproveitar do anúncio

  • Descrição da casa e dos espaços: número de quartos, camas, casas de banho, o que há em cada divisão.
  • Lista de comodidades: máquina de lavar, ar condicionado, cozinha equipada, berço, estacionamento. Serve de base para a secção "como funciona a casa".
  • Horários de check-in e check-out, tal como estão definidos no anúncio.
  • Regras da casa: fumo, animais, festas, número máximo de hóspedes.
  • Descrição da zona: bairro, distâncias, transportes, pontos de interesse.
  • Informação de acessibilidade: degraus, elevador, acesso sem escadas.

Tudo isto já foi escrito, revisto e, muitas vezes, afinado ao longo de várias estadias. Não faz sentido escrevê-lo outra vez.

O que o anúncio não tem, e o guia precisa

  • Instruções de chegada passo a passo: como chegar à porta certa, onde está o cofre, que botão carregar no intercomunicador, com fotografias. Veja o nosso guia de check-in sem chaves.
  • Códigos de acesso: cofre, fechadura, portão, garagem. Nunca estão no anúncio público, e ainda bem.
  • Wi-fi: nome da rede e password, exatamente como estão escritos.
  • Instruções de equipamentos: o esquentador que é preciso ligar, o comando do ar condicionado, a placa de indução, a máquina de café.
  • Lixo e reciclagem: onde ficam os contentores e como separar.
  • Procedimento de saída: onde deixar as chaves, o que fazer antes de sair.
  • Contactos e emergência: o seu contacto, o de quem o substitui, o 112, o hospital e a farmácia mais próximos.
  • Recomendações pessoais: restaurantes, praias, passeios, com a razão de cada uma. O anúncio fala da zona em geral; o guia pode falar do sítio onde o próprio anfitrião vai jantar.
  • Regras mais detalhadas: as que não cabem no anúncio, como o horário de silêncio exigido pelo condomínio. Pode partir do nosso modelo de regras da casa em 4 línguas.

Passo a passo

  1. Abra o seu anúncio e copie a descrição, as comodidades, os horários e as regras. Se tiver o anúncio em mais de uma plataforma, use o mais completo.
  2. Reorganize pela ordem da estadia: antes de chegar, chegada, durante, saída. O anúncio está organizado para vender; o guia deve estar organizado para usar.
  3. Corte o que é promocional. O hóspede já reservou; não precisa de ser convencido.
  4. Acrescente a informação privada: códigos, wi-fi, instruções de acesso, com fotografias.
  5. Acrescente o que só o anfitrião sabe: os pormenores de cada equipamento, as recomendações pessoais, os truques da casa.
  6. Confirme que tudo está atual: horários, regras, restaurantes que ainda existem.
  7. Traduza para as línguas dos seus hóspedes. Se o AL estiver num prédio em propriedade horizontal, a lei exige que o livro de informações esteja em português, inglês e pelo menos mais duas línguas estrangeiras.
  8. Teste com alguém que não conhece a casa: consegue entrar e ligar o wi-fi só com o guia?

Quando uma ferramenta faz o primeiro rascunho

Os passos 1 a 3 são os mais aborrecidos e os que mais levam a adiar. É aí que um importador ajuda: lê o anúncio ou um documento que já tenha e prepara um primeiro rascunho do guia, já organizado. Convém ter expectativas certas sobre o que isso significa:

  • É um rascunho, não o guia final. Pode haver informação mal interpretada ou desatualizada no próprio anúncio. Tudo deve ser revisto pelo anfitrião.
  • A informação privada não vem do anúncio. Códigos, wi-fi e instruções de acesso não são públicos, por isso têm de ser acrescentados pelo anfitrião.
  • O que só o anfitrião sabe continua a ser trabalho seu. Nenhuma ferramenta conhece o truque do esquentador ou o restaurante onde costuma jantar.

Ainda assim, partir de um rascunho organizado em vez de uma página em branco muda muito o tempo que leva a ter um guia pronto.

Como o ciceroni ajuda

No ciceroni, pode colar o link do seu anúncio do Airbnb ou da Booking, ou carregar um PDF que já tenha, e o ciceroni prepara um rascunho do guia a partir desse conteúdo. O anfitrião revê tudo e acrescenta o que o anúncio não tem, como códigos, wi-fi e instruções de chegada. Depois, cada estadia recebe um guia próprio em português, inglês, francês e espanhol, e um concierge de inteligência artificial responde às perguntas dos hóspedes com base no que o anfitrião escreveu. Durante o lançamento é gratuito.

Perguntas frequentes

Posso simplesmente enviar o link do anúncio ao hóspede como guia?

Pode, mas o anúncio não tem o essencial para a estadia: instruções de chegada, códigos, wi-fi, equipamentos, procedimento de saída e contactos de emergência. Serve de base, não de guia.

Devo pôr o código de acesso no anúncio?

Não. O anúncio é público. Os códigos devem ser partilhados apenas com o hóspede que reservou, idealmente perto da chegada e, se possível, diferentes para cada estadia.

Quanto tempo leva preparar um guia a partir do anúncio?

Depende da casa e do detalhe, mas aproveitar o anúncio poupa a parte mais longa, que é descrever a casa, os equipamentos e as regras. O tempo vai sobretudo para acrescentar a informação privada e rever o conjunto.

Fontes

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